Operação Falso Egidio: PF mira desvios em benefícios sociais no Piauí

Policiais federais cumprem mandados de prisão e de busca em Teresina
Ananias Ribeiro Ananias Ribeiro

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Caixa Econômica Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira, dia 10, a Operação Falso Egidio para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes a programas de transferência de renda, com atuação em cinco estados, incluindo o Piauí.


Os policiais estão cumprindo um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão em Teresina. Ao todo, 80 policiais federais cumprem 11 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Piauí.

A investigação identificou organização criminosa especializada em fraudes a programas de transferência de renda, bem como apontaram um prejuízo estimado de cerca de R$ 10 milhões. Os policiais constataram a participação de um empregado e duas funcionárias terceirizadas da Caixa, que foram cooptados pela quadrilha em troca de propina para realizar a liberação do acesso dos criminosos ao aplicativo Caixa Tem. O aplicativo gerencia as contas digitais sociais da instituição financeira e pelo qual são geridos os valores de benefícios sociais, entre eles o Auxílio Emergencial.

Logo após a liberação realizada pelos funcionários, os criminosos se apropriavam das contas digitais sociais de terceiros e desviavam valores oriundos de programas de transferência de renda. Os investigados abriram diversas contas bancárias em nome de moradores de rua, em clara situação de vulnerabilidade social, para receber vultuosas quantias. Em seguida, os valores eram transferidos entre os integrantes da quadrilha.

Uma análise das contas bancárias utilizadas pela organização criminosa levou à conclusão de que elas foram abertas em nome de terceiros que não tinham conhecimento acerca das fraudes, e eram utilizadas unicamente para abrigar o montante desviados das contas digitais sociais. Em seguida, os valores eram integralmente repassados entre os destinatários finais dos recursos.

Além do crime de integrar organização criminosa, os investigados responderão pelos crimes de furto qualificado, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro, segundo a PF.

Compartilhar
Compartilhar:
Jornalista e acadêmico de Direito. Editor do portal PI24h. Foi repórter do Portal AZ, 180 Graus e editor do Portal Meio Norte. Editor de política do Jornal Meio Norte. Apresentador e comentarista de política na Rede Meio Norte.

Últimas Notícias

Mais Lidas

Mais Notícias