Trabalho Escravo: Sete são resgatados em fazenda no Piauí

Os trabalhadores eram naturais de Canto do Buriti e permaneceram no local por 15 dias
Juliana Barros Juliana Barros

Sete trabalhadores foram resgatados de uma fazenda na zona rural de Uruçuí, no Sul do Piauí, onde eram mantidos em condições análogas à escravidão. A operação de resgate foi conduzida pela fiscalização do Ministério do Trabalho. Os trabalhadores, que eram naturais de Canto do Buriti, permaneceram no local por 15 dias antes de serem libertados.


De acordo com o auditor fiscal Robson Waldeck Silva, do Ministério do Trabalho, o grupo estava envolvido em atividades de limpeza de terreno para o plantio de soja. Eles eram responsáveis por retirar manualmente as raízes e troncos que as máquinas não conseguiam remover, e trabalhavam sem o uso de equipamentos de proteção individual. Além disso, os trabalhadores não possuíam nenhum registro formal de emprego e não haviam passado por exames médicos antes de iniciar suas atividades.

As condições de alojamento e trabalho dos trabalhadores eram extremamente precárias. Eles estavam alojados na mata, em barracas de lona, e dormiam em redes ao relento, sem acesso a banheiros adequados. A falta de infraestrutura também se estendia às refeições, que eram preparadas em fogareiros improvisados cavados no chão, sem refeitório adequado. A ausência de camas, mesas, cadeiras ou qualquer tipo de conforto tornava a situação ainda mais degradante.

Após o resgate, os trabalhadores receberam suas verbas rescisórias e tiveram acesso ao seguro-desemprego, garantindo-lhes um mínimo de estabilidade financeira para enfrentar a difícil situação. Os fiscais também comunicaram a situação ao Ministério Público do Trabalho e à Procuradoria da República, para que sejam tomadas medidas legais contra os empregadores.

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