Caso André de Almeida: “Anjo da Morte” vai a Júri Popular

Francisco Jefferson deve responder por tentativa de homicídio, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima em Parnaíba
Juliana Barros Juliana Barros

O indivíduo Francisco Jefferson da Silva Cruz, conhecido como “Anjo da Morte”, acusado de tentar matar o advogado André de Almeida Sousa e Silva, filho do presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador Hilo de Almeida, foi pronunciado pela juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani de Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, para ser julgado pelo Tribunal Popular do Júri.

O Ministério Público denunciou Francisco Jefferson por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a denúncia, o crime ocorreu após uma discussão em um banheiro do bar, resultando em uma briga e, posteriormente, no disparo contra André de Almeida.

A juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani de Vasconcelos decidiu que existem indícios suficientes da autoria do crime, e o caso será encaminhado ao Tribunal Popular do Júri. Além disso, determinou que Francisco Jefferson deverá permanecer preso, considerando a gravidade do delito e a possibilidade de fuga ou comprometimento das investigações.

O “Anjo da Morte” também é membro de uma facção criminosa e é investigado por um homicídio, o que aumenta a gravidade de sua situação perante a Justiça.

André de Almeida
Advogado André de Almeida. No detalhe, o presidente Hilo de Almeida. Foto: Divulgação

Crime

O caso ocorreu no dia 22 de março deste ano em um bar na Avenida São Sebastião, em Parnaíba, litoral do Piauí. Segundo relatos, após uma discussão, Francisco Jefferson teria atirado no olho de André de Almeida, causando ferimentos graves. Ele foi localizado e preso no dia 25 de março, juntamente com sua esposa Suzana do Nascimento Gomes, que estava grávida de 8 meses na época. Suzana foi solta sob medidas cautelares, enquanto Francisco Jefferson teve a prisão convertida em preventiva no dia 27 de março e permanece preso desde então.

O advogado André Almeida foi atingido com um tiro no olho e precisou ficar quase um mês internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU).

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