Idosa presa por engano acusada de tráfico vai processar o Estado

O erro aconteceu na Justiça de Rondônia
Redação PI24h Redação PI24h
  • Ela foi presa no lugar de Diego Alves de Souza
  • Ela ficou um dia na cadeia e depois na penitenciária
  • Tudo ocorreu em Bacabal, interior do Maranhão

Francisca Alves Feitosa dos Santos tem 77 anos e foi presa após erro da Justiça de Rondônia. Ao ter o nome inserido, por erro, no Banco Nacional de Mandados de Prisão, ela foi levada à Delegacia Regional de Bacabal, a cerca de 254,3 km de São Luís.

Após passar a noite sentada em uma cadeira da delegacia, sem comida ou água, ela vai entrar com uma ação contra o Estado devido aos traumas causados. O fato ocorreu no dia 27 de fevereiro.

Eu quero justiça para eles pagarem o que a gente não deve. Porque é ruim você pagar um caso que você não deve”, disse Francisca.

Francisca foi presa por tráfico, acusada de conduzir um veículo que transportava drogas, crime que teria ocorrido em 2020, na cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, local em que a senhora, que não tem habilitação de motorista, nunca pisou.

Ela chegou a ser transferida para o Presídio de Bacabal, no dia 28 de fevereiro e iria para o sistema penitenciário de São Luís, quando a Justiça percebeu que havia errado e mandou a polícia soltar a aposentada. Agora, ela e o advogado entrarão com a ação.

Vamos entrar com essa ação por danos morais, por conta do erro judicial, por constrangimento ilegal e pelas sequelas na saúde. Ela tem reclamado muito de dores nas costas, porque ficou sentada a noite inteira. A delegacia é de cimento e nem costumar dar cadeiras para os presos”, afirmou Danilo Pereira Carvalho, advogado da vítima.

Uma sobrinha de dona Francisca, Edith, chegou a passar mal quando soube o que aconteceu com a tia e foi levada ao hospital, aonde foi a óbito uma hora antes da audiência de custódia. De acordo com os médicos, ela teve um infarto e isso pode ter relação com a prisão.

O nome de Francisca foi inserido no Banco Nacional de Mandados de Prisão, um sistema do Conselho Nacional de Justiça quando, na verdade, o alvo era Diego Alves de Souza, que em 2020 foi pego em flagrante conduzindo um veículo com drogas e foi condenado a cinco anos e dez meses de reclusão, por tráfico.

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