- Sintetro declara estado de greve a partir de sexta-feira (9) em Teresina
- Categoria reivindica reajuste salarial e melhorias nos benefícios junto ao Setut
- Greve pode evoluir para paralisação total do transporte público em Teresina
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Público Rodoviário do Piauí (Sintetro) declarou estado de greve a partir desta sexta-feira (9) em Teresina. A categoria reivindica reajuste salarial e melhorias nos benefícios, e ameaça paralisar totalmente o transporte público se não houver avanços nas negociações com o Setut.
O Que Aconteceu
- Anúncio do estado de greve: O Sintetro anunciou nesta terça-feira (6) que os motoristas e cobradores das empresas de ônibus de Teresina entrarão em estado de greve a partir do dia 9 de maio. A decisão foi tomada durante assembleia geral da categoria, refletindo o descontentamento com a falta de propostas das empresas para atender às principais reivindicações trabalhistas.
- Principais reivindicações: Entre as pautas apresentadas pelo sindicato estão o reajuste salarial para motoristas e cobradores, além da melhoria nos benefícios concedidos pela classe patronal. Segundo o Sintetro, até o momento, as empresas de transporte não apresentaram nenhuma proposta concreta para atender as demandas da categoria, o que gerou insatisfação e mobilizou a deliberação da greve.
- Modalidade da paralisação: Inicialmente, o movimento prevê paralisações parciais e temporárias do transporte público, com suspensões por algumas horas ao longo dos dias de mobilização. A medida visa pressionar tanto as empresas quanto a Prefeitura de Teresina a participarem ativamente das negociações e evitarem que a situação se agrave.
- Possibilidade de greve geral: O Sintetro alerta que, caso as negociações não avancem, existe a possibilidade de uma greve geral por tempo indeterminado, o que poderá levar à paralisação completa do sistema de transporte público em Teresina. “Não havendo avanços nas negociações coletivas, a categoria poderá deliberar por uma greve geral por tempo indeterminado, com a paralisação total das atividades”, alerta, em documento, o Sintetro.
