- PGR denuncia Bolsonaro por tentativa de golpe e organização criminosa no País
- Minuta golpista previa uma intervenção militar e a prisão de ministros do STF
- Ex-comandante do Exército ameaçou prender Bolsonaro caso insistisse no golpe
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro e outras 32 pessoas, incluindo o ex-ministro Braga Netto, por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A acusação aponta crimes como organização criminosa armada e dano qualificado. O processo será analisado pela Primeira Turma do STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes.
O Que Aconteceu
- Denúncia contra Bolsonaro: A PGR acusa Jair Bolsonaro de liderar uma organização criminosa para tentar impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2022. Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, o grupo tentou desestabilizar a democracia e planejou medidas autoritárias.
- Crimes atribuídos a Bolsonaro: De acordo com a denúncia, Bolsonaro e seus aliados cometeram crimes como: Organização criminosa armada; Golpe de Estado; Abolição do Estado Democrático de Direito; Dano qualificado por violência e ameaça; Deterioração de patrimônio tombado.
- Minuta e atuação de Bolsonaro: A investigação aponta que Bolsonaro teria analisado e solicitado mudanças em uma minuta golpista. Entre as propostas do documento estavam a prisão de ministros do STF, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Bolsonaro teria pedido a retirada dos nomes de Mendes e Pacheco do texto.
- Plano para anular eleição: A estratégia do grupo incluía: Interferência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Acionamento das Forças Armadas como “poder moderador”; Tentativa de descredibilizar o sistema eleitoral por meio de fake news.
- Reuniões e Forças Armadas: A investigação revelou encontros entre Bolsonaro e militares para discutir um possível golpe. Em uma reunião em dezembro de 2022, o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, teria alertado Bolsonaro que poderia prendê-lo caso insistisse no plano. Já o então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, teria se mostrado favorável à proposta.