- Liminar autoriza Marçal a voltar ao PRTB e mirar a Presidência
- Decisão é provisória e o empresário segue inelegível até 2032
- PRTB anuncia até as 17h se lança Marçal ao Palácio do Planalto
Uma liminar da Justiça Eleitoral autorizou neste sábado (15.ago.2026) o empresário e influenciador Pablo Marçal a voltar ao PRTB, partido pelo qual disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024. A decisão abre caminho para uma eventual candidatura à Presidência, mas Marçal segue inelegível até 2032. Antes, ele estava filiado ao União Brasil.
- Liminar recoloca Marçal no PRTB com efeito retroativo: A decisão do juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana de Parnaíba (SP), determinou a regularização provisória da filiação de Marçal ao PRTB, com efeitos retroativos a 4 de abril. A medida é provisória e pode ser revertida em instâncias superiores.
- Decisão tem efeito retroativo que beneficia Marçal: O efeito retroativo é o ponto central: pela legislação eleitoral, o candidato precisa estar filiado ao partido pelo qual pretende concorrer pelo menos seis meses antes do pleito. Neste ano, o prazo terminou em 4 de abril. Como Marçal havia se filiado ao União Brasil em março, a liminar o recoloca no PRTB dentro do prazo legal.
- PRTB discute candidatura à Presidência ainda hoje: O presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, disse que lideranças da sigla estão reunidas na tarde deste sábado para discutir uma eventual candidatura de Marçal. Segundo Avalanche, a decisão será anunciada até as 17h, no último dia do prazo para registro de candidaturas no TSE.
- Marçal substituiria candidato oficial do partido: Avalanche é o pré-candidato oficial do PRTB à Presidência. Uma eventual entrada de Marçal seria em seu lugar. Procurada pela imprensa, a assessoria do empresário afirmou que não há confirmação sobre a candidatura.
- As condenações que tornam Marçal inelegível: Marçal acumula três condenações no TRE-SP relativas à campanha de 2024, por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Entre as irregularidades apontadas está um esquema em que ele cobrava R$ 5 mil em troca de vídeos de apoio a candidatos. O tribunal manteve a inelegibilidade por oito anos, até 2032. O empresário tenta reverter as decisões com recursos, e uma eventual reversão pelo TSE poderia viabilizar a candidatura.
