- Michelle grava propaganda com Flávio e diz que "colocou uma pedra" na crise
- Ex-primeira-dama pede votos ao enteado, mas cobra respeito no clã Bolsonaro
- Michelle evita falar de Carlos e Eduardo e reafirma veto a aliança com Ciro
Michelle Bolsonaro (PL) gravou vídeos de propaganda eleitoral ao lado do enteado e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) na 3ª feira (11.ago), em Brasília, no primeiro encontro presencial da dupla desde a crise pública do fim de junho. A ex-primeira-dama disse ter “colocado uma pedra” no episódio e pediu votos ao senador, mas manteve queixas sobre as brigas na família Bolsonaro.
- Reencontro de Michelle e Flávio marca fim da crise pública: Michelle Bolsonaro gravou vídeos de propaganda eleitoral ao lado de Flávio Bolsonaro na 3ª feira (11.ago), na sede da campanha do senador, uma casa à beira do lago Paranoá, em Brasília. Foi o primeiro contato presencial entre os dois desde que fizeram gestos de reconciliação, depois da crise pública do fim de junho.
- Ex-primeira dama disse que superou embate com enteado: A ex-primeira-dama chegou por volta das 13h50 e deixou o local depois das 15h30, com os vídeos gravados. Na chegada, foi recebida com fotos pelos demais candidatos ao Senado. Aos jornalistas, disse ter superado o desgaste com o enteado. “Qual família não tem problema? Conversamos e nos unimos em prol de algo muito maior para nossa nação”, afirmou. Sobre a conversa com o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL), foi breve. “Foi normal”, declarou. “É meu enteado há 19 anos, nos abraçamos.”
- Michelle mantém queixas sobre o clã Bolsonaro: Ao ser questionada sobre Carlos e Eduardo Bolsonaro, os filhos 02 e 03, Michelle disse que não responderia. “Eu não vou polarizar. Um dia de cada vez. […] Mas não guardo mágoa de ninguém”, afirmou. A ex-primeira-dama também fez uma retrospectiva da crise, exposta e resolvida por meio de vídeos nas redes sociais nas últimas semanas.
- Michelle reforma caso Ceará, estopim da crise: Michelle disse que, ao entrar no PL Mulher, tinha autonomia para construir os diretórios estaduais e trabalhar candidaturas. Contrariada no Ceará, tentou deixar o cargo em novembro, mas a cúpula do partido não aceitou sua saída, convertida em licença. “Foi um desgaste muito grande, desnecessário. […] E, querendo ou não, não fui tão respeitada no quesito de autonomia para trazer a mulher para a política”, disse.
- Críticas à aliança com Ciro e ao vice Alfredo Gaspar: Michelle reafirmou ser contra a aliança entre o PL e Ciro Gomes (PSDB), a quem atribui culpa pela inelegibilidade de Bolsonaro. Foi o PDT, antigo partido de Ciro, que ingressou com a ação na Justiça Eleitoral que levou à punição do ex-presidente. Sobre o vice de Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), a ex-primeira-dama disse que gostaria de uma mulher na chapa. “Mas, se for um vice que vai ter um olhar especial para as mulheres, para as mães atípicas…”, afirmou.
