- PT envia relatório do INSS à PF, PGR e STF após impasse na CPMI
- Partido acusa decisão política e cita aliados de Jair Bolsonaro
- Documento pede indiciamento de 201 pessoas no suposto esquema
A bancada do PT na Câmara decidiu encaminhar um relatório próprio sobre descontos indevidos no INSS para a PF, PGR e STF, após o encerramento da CPMI sem votação do parecer final. O partido afirma que houve interferência política no desfecho da comissão.
O Que Aconteceu
- Relatório enviado às autoridades: A bancada do PT decidiu encaminhar o documento à Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal para continuidade das investigações sobre o INSS.
- Críticas ao encerramento da CPMI: O partido classificou o fim da comissão como uma “decisão política”, acusando o presidente Carlos Viana de não submeter o relatório à votação. Integrantes do PT apontaram que o senador é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que teria influenciado no encerramento dos trabalhos.
- Relatório aponta início do esquema: – Segundo o documento da maioria, as irregularidades teriam começado em 2017 e se intensificado a partir de 2019, durante o governo Bolsonaro.
- Investigações avançaram no governo Lula: A base governista afirma que, sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, houve avanço nas apurações e início de processos de ressarcimento aos beneficiários.
- Relatório oficial foi rejeitado: O parecer apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar foi rejeitado por 19 votos a 12, impedindo a conclusão formal da CPMI.
- Pedido de indiciamento em massa: O documento não votado solicita o indiciamento de 201 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro, apontado como “cérebro” do esquema, e o senador Flávio Bolsonaro, citado por suspeita de lavagem de dinheiro.
