- Hugo Motta sai em defesa de servidora alvo de operação da PF
- Funcionária é citada em investigação sobre emendas parlamentares
- STF aponta indícios de estrutura organizada sob gestão anterior
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgou na noite desta sexta-feira (12) uma nota pública em defesa da servidora Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga irregularidades na indicação de emendas parlamentares. A funcionária teve salas na Câmara e sua residência alvos de busca e apreensão.
O Que Aconteceu
- Nota oficial da Presidência da Câmara: Em comunicado divulgado na noite de sexta-feira, Hugo Motta classificou Mariângela Fialek como uma técnica competente, responsável e comprometida com a boa gestão da coisa pública.
- Alvo de investigação da PF: Conhecida como Tuca, a servidora foi alvo, na manhã de sexta-feira (12), de uma operação da Polícia Federal que apura irregularidades na indicação de emendas parlamentares, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
- Histórico funcional: Atualmente lotada na liderança do PP, Mariângela foi assessora direta do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), durante sua gestão à frente da Casa.
- Papel na investigação: Segundo a PF, a servidora é apontada como responsável por organizar a operacionalização das emendas parlamentares que estão sob investigação.
- Defesa institucional: Na nota, Motta afirmou que a experiência da servidora é reconhecida por órgãos do Poder Legislativo e Executivo, destacando que sua atuação foi fundamental para o aprimoramento dos sistemas de rastreabilidade das emendas parlamentares.
- Buscas na Câmara e na residência: Durante a operação, agentes da PF realizaram buscas em salas utilizadas por Mariângela na Câmara dos Deputados, além de sua residência, onde foram apreendidos um celular e outros pertences pessoais.
- Sala ligada à Presidência: Um dos locais vistoriados foi uma sala oficialmente destinada à Presidência da Câmara, que passou a ser utilizada por Mariângela a partir de 2022, ainda na gestão de Arthur Lira. Há relatos de que o espaço era usado para despachos relacionados às emendas.
- Decisão do STF: Conforme decisão do ministro Flávio Dino, depoimentos colhidos na investigação indicam que Mariângela atuava diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas, realizando indicações em nome de Arthur Lira.
- Indícios apontados: O despacho afirma haver fortes indícios de que a servidora integraria uma estrutura organizada para o direcionamento indevido de emendas parlamentares, supostamente sob ordens diretas da antiga Presidência da Câmara, fato que ainda está em apuração.
- Permanência na função: A decisão do STF destaca ainda que, mesmo após a mudança na Presidência da Câmara, Mariângela permaneceu no exercício da função.

