- Mauro Cid confirma que minuta do golpe foi entregue a Bolsonaro
- Filipe Martins é apontado como autor da entrega do documento
- Defesa tenta provar que Martins não viajou aos Estados Unidos
Mauro Cid, delator do caso da tentativa de golpe, confirmou nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a cúpula do governo Bolsonaro discutiu a chamada minuta do golpe. O ex-assessor Filipe Martins teria levado o documento ao ex-presidente ainda no Palácio do Planalto.
O Que Aconteceu
- Cid reafirma entrega da minuta no Palácio do Planalto: Em novo depoimento como testemunha no processo da tentativa de golpe de Estado, Mauro Cid afirmou que o documento para anular o resultado das eleições de 2022 foi discutido dentro do Planalto.
- Filipe Martins teria apresentado a minuta a Bolsonaro: Segundo Cid, o ex-assessor Filipe Martins entregou pessoalmente a minuta do golpe ao então presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que ele a assinasse para intervir no resultado do pleito.
- Defesa de Martins contesta versão e nega viagem aos EUA: A acusação de que Martins teria fugido para os Estados Unidos em dezembro de 2022 é um ponto central do caso. A defesa afirma que ele não embarcou e tenta comprovar judicialmente que permaneceu no Brasil.
- Martins ficou preso por risco de fuga: O ministro Alexandre de Moraes ordenou a prisão do ex-assessor por seis meses, com base em indícios de que ele teria deixado o país. A defesa afirma que isso foi um erro e entrou com ações na Justiça dos EUA para buscar registros migratórios.
- STF ouve testemunhas por núcleos separados no processo: O processo da trama golpista foi dividido em cinco núcleos de atuação, para facilitar a apuração dos envolvidos. O depoimento de Cid foi realizado no contexto de testemunhas dos demais grupos denunciados.


