- Governo Lula prepara resposta após críticas da revista The Economist
- Publicação britânica chamou Lula de incoerente e impopular no Brasil
- Itamaraty deve redigir carta oficial em nome do governo brasileiro
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve responder oficialmente à revista britânica The Economist, que publicou uma reportagem no fim de semana com críticas à política externa e à popularidade do chefe do Executivo. A reação foi debatida em reuniões no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (30).
O Que Aconteceu
- The Economist criticou duramente Lula em reportagem internacional: A revista classificou o presidente como “incoerente no exterior” e “impopular em casa”, citando decisões diplomáticas e desgastes políticos internos recentes.
- Resposta oficial deve ser conduzida pelo Itamaraty: Segundo fontes do governo, o chanceler Mauro Vieira deve encaminhar uma carta à direção da revista, rebatendo as críticas. O tema foi discutido em reunião com Lula na manhã desta segunda.
- Revista cita alinhamento com Brics e postura anti-Ocidente: A The Economist destacou a aproximação do Brasil com China e Rússia no bloco dos Brics, além de criticar o posicionamento brasileiro sobre ataques dos Estados Unidos ao Irã, diferente de outras democracias ocidentais.
- Críticas também miram queda de popularidade interna: A publicação menciona a diminuição do apoio popular ao governo Lula, e cita a derrota no Congresso sobre o decreto do IOF, interpretada como sinal de fragilidade na articulação política.
- Texto foi usado por adversários de Lula nas redes sociais: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que a matéria “humilha Lula” e que o petista “não tem mais condições de governar o Brasil”.
