- Tenente da PM do Piauí vai a júri popular pela morte de criança de 6 anos
- Perícia com scanner 3D indicou que o disparo fatal partiu do policial militar
- Assaltante envolvido no tiroteio em Teresina foi condenado a 26 anos e 8 meses
O policial acusado de matar a menina Débora Vitória, de 6 anos, em Teresina, o tenente da Polícia Militar José da Cruz Bernardes Filho, vai a julgamento pelo Tribunal do Júri. A criança foi baleada em 11.nov.2022 no bairro Ilhotas, zona sul da capital. O júri está marcado para 13.out., às 8h30, no Fórum de Teresina.
- Júri acusado de matar criança: como foi o caso: O tenente participava da perseguição a Clemilson da Conceição Rodrigues, suspeito de assaltos na região, quando trocou tiros com ele. A menina foi atingida e morreu. A mãe da criança também ficou ferida no tiroteio. Clemilson foi condenado a 26 anos e 8 meses de reclusão em agosto de 2023.
- Perícia com scanner 3D reafirmou autoria do disparo: Em maio de 2023, a perícia usou um scanner 3D para reconstituir o caso. Segundo o resultado, o tiro que matou a menina partiu do tenente. A constatação confirmou a conclusão do inquérito do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que também havia apontado o PM como autor do disparo. Na reprodução simulada, a perícia ouviu a mãe, o policial e Clemilson. A tecnologia foi usada para confrontar as versões dos 3.
- Tenente foi indiciado por homicídio com dolo eventual: No inquérito do DHPP, o tenente foi indiciado por homicídio com dolo eventual. Isso significa que, segundo a investigação, ele assumiu o risco de matar ao efetuar o disparo. Para a delegada Nathalia Figueiredo, que assumiu a investigação, o militar não deveria ter atirado, porque sabia que havia pessoas no local.
- O que vem a seguir – julgamento no Fórum de Teresina: Com o encaminhamento do caso, o tenente será julgado pelo Tribunal do Júri em 13.out.[2027 — confirmar], às 8h30, no Fórum de Teresina. Caberá aos jurados decidir se ele é culpado ou inocente pela morte da criança.