- Douglas Fonseca, fundador do DF Group, é preso em flagrante com arma no Piauí
- Operação Paládio cumpre mandados em SP, MG, PI e MT contra fraude financeira
- Polícia diz que esquema prometia 10% ao mês e movimentou R$ 100 milhões
O trader Douglas Fonseca, fundador do DF Group, foi preso em flagrante na 3ª feira (22.set.2026), no Piauí, por causa de uma arma de fogo encontrada durante buscas da Operação Paládio, segundo o MPPI (Ministério Público do Piauí). Deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, a ação investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes milionárias com falsos investimentos e lavagem de dinheiro.
- Operação Paládio prende Douglas Fonseca no Piauí: Douglas Fonseca foi preso durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Paládio. No Piauí, as diligências ficaram a cargo do Gaeco/MPPI (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio das polícias Civil e Militar.
- Prisão por porte irregular de arma de fogo: Segundo o MPPI, a prisão ocorreu por posse irregular de arma de fogo, encontrada no local da busca. As equipes também apreenderam documentos e aparelhos eletrônicos. Deflagrada pelo MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), a operação foi realizada para cumprir três mandados de busca e apreensão. Houve ações em São Paulo, Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso.
- Esquema do DF Group usaria fachada de solidez, diz MP: As investigações apontam que o grupo teria montado uma estrutura empresarial sofisticada para captar investidores. As aplicações eram apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e ao agronegócio. A captação ocorreria por meio de agências de intermediação de investimentos, com escritórios de alto padrão que reforçavam a aparência de solidez do negócio.
- Grupo usava meios de comunicação para vender golpe: Em nota, o MPPI afirmou que os investigados mantinham “forte exposição em redes sociais e em programas de televisão, divulgando um discurso de sucesso e segurança que induzia as vítimas a aportar valores elevados”. Segundo o órgão, os recursos não eram aplicados, e sim apropriados pelo grupo. Para dar às vítimas a sensação de rendimento, o grupo usaria empresas com nomes semelhantes aos de instituições financeiras reais e aplicativos que simulavam plataformas de investimento.
- Promessa de lucro de até 10% ao mês: Douglas usaria a promessa de lucros mensais de até 10% para atrair investidores, segundo a SSP-PI (Secretaria de Segurança Pública do Piauí). Ele se apresentava como trader reconhecido internacionalmente, com mais de 14 anos no mercado financeiro. Em julho, ele e outras nove pessoas foram presos sob suspeita de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
- Douglas Fonseca seria chefe da organização criminosa: De acordo com o delegado Roni Silveira, da Feisp (Força Estadual Integrada de Segurança Pública), Douglas seria o chefe da organização. O grupo teria feito mais de 70 vítimas e movimentado cerca de R$ 100 milhões em dois anos. “Fazia seus anúncios, especialmente nas redes sociais, mostrando valores exorbitantes que podiam chegar a 10% de maneira mensal”, disse o delegado em entrevista coletiva. Segundo ele, esse rendimento é impossível de alcançar com regularidade.
- Principais registros da empresa não tinham mais de dois anos: Roni Silveira afirmou que os principais registros do DF Group não tinham mais de dois anos e que a empresa não tinha validação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). “O pagamento era via captação de novos recursos. Chega um ponto que os recursos acabam, é óbvio”, disse. O delegado também disse que Douglas exibia uma vida de ostentação nas redes sociais para atrair novas vítimas. “Há algum tempo começou a chamar nossa atenção a ostentação do Douglas, que é o principal investigado, o chefe de toda a estrutura”, afirmou
