- PF mira suspeitas de peculato e rachadinha na Semec desde 2019
- Operação cumpre 31 mandados e bloqueia mais de R$ 40 milhões
- Ex-servidores exonerados em 2025 também são investigados pela PF
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (26) a Operação Mãos Limpas na Semec, em Teresina, cumprindo 31 mandados e prendendo quatro pessoas por suspeitas de peculato, rachadinha e fraudes em contratos da Educação.
O Que Aconteceu
- A PF realizou uma grande operação na sede da Semec: A ação ocorreu no início da manhã, no prédio da Secretaria Municipal de Educação, no Centro de Teresina, onde equipes da Polícia Federal e da CGU cumpriram 4 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão. O objetivo foi avançar na investigação sobre um esquema de desvio de recursos públicos, fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de terceirização da pasta.
- Documentos de 2019 a 2022 foram recolhidos pelos investigadores: A PF solicitou folhas de pagamento, relações de funcionários terceirizados, comprovantes de pagamentos e outros documentos referentes aos contratos firmados entre 2019 e 2022, período em que teriam ocorrido as irregularidades. O trabalho se concentrou especialmente nos setores de Recursos Humanos e Financeiro. O secretário Ismael Silva acompanhou a operação e informou que toda a equipe foi colocada à disposição dos investigadores.
- Inquérito de 2023 investiga peculato, rachadinha e empresas de fachada: O caso é apurado desde 2023, após denúncias de irregularidades na terceirização de mão de obra. Segundo a PF, há indícios de direcionamento contratual, superfaturamento, uso de empresas de fachada e retenção indevida de parte dos salários de trabalhadores terceirizados, caracterizando práticas de peculato e rachadinha.
- Quatro presos são apontados como operadores financeiros do esquema: Os nomes dos presos não foram divulgados, mas a PF afirma que eles tinham papel direto na movimentação financeira ilícita. A investigação também apura a participação de ex-servidores da Semec, que foram exonerados em 2025 e podem ter integrado o esquema durante a gestão anterior.
- Justiça bloqueia mais de R$ 40 milhões dos investigados: Além dos mandados, a Justiça Federal determinou o bloqueio de ativos e o sequestro de bens que ultrapassam R$ 40 milhões, valor estimado do prejuízo aos cofres da Educação. Cerca de 100 policiais federais, além de auditores da CGU, participaram da operação, reforçando a dimensão do caso.