- Polícia investiga esquema de R$ 11,4 milhões com o Jogo do Tigrinho
- Justiça nega pedido de prisão de influenciadora Tainá Sousa em São Luís
- Grupo usava redes sociais e lavava dinheiro com carros de luxo no Maranhão
A influenciadora Tainá Sousa foi alvo de operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (30), em São Luís, por suspeita de promover o Jogo do Tigrinho e participar de esquema de lavagem de dinheiro. A Justiça negou o pedido de prisão e determinou medidas cautelares.
O Que Aconteceu
- Operação cumpre mandados contra influenciadores: A Polícia Civil do Maranhão deflagrou na manhã desta quarta-feira (30) uma operação em São Luís para cumprir mandados de busca e apreensão contra cinco influenciadores suspeitos de envolvimento com jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro.
- Tainá Sousa é o principal alvo: Considerada a líder do esquema criminoso, a influenciadora Tainá Sousa teve a prisão solicitada, mas o pedido foi negado pela Justiça. Em vez disso, foram impostas medidas cautelares, como entrega de passaporte, bloqueio das redes sociais e proibição de deixar o País.
- Jogo do Tigrinho como isca digital: Os investigados promoviam o Jogo do Tigrinho, um jogo do tipo caça-níqueis, por meio de redes sociais, atraindo vítimas com promessas falsas de lucro rápido. Os seguidores eram encaminhados a plataformas ilegais para depósitos.
- Grupo tinha divisão de funções: Segundo a polícia, cada integrante do grupo cumpria um papel: divulgação, recrutamento, lavagem de dinheiro e aquisição de bens de luxo com valores desviados. Uma advogada integrava o esquema, sendo responsável por ocultar a origem dos recursos.
- Fala delegado: “O grupo tinha suas subdivisões. Alguns deles eram responsáveis pela divulgação dos jogos de azar, principalmente no Instagram. Depois, com os valores que conseguiam, eles adquiriam carros de luxo e colocavam em nome de terceiros. Eles repassavam os valores através do sistema bancário para uma laranja, que lavava e pulverizava os valores em investimentos bancários”, declarou o delegado Pedro Adão.
- Bens bloqueados e alto valor envolvido: A Justiça determinou o bloqueio de R$ 11,4 milhões, além do sequestro de veículos de luxo, como Range Rover Velar, BMW, Hilux e uma moto aquática, usados para ostentação nas redes sociais.
