PF deflagra operação contra desvio de merenda escolar em Miguel Alves

Operação apura fraude em licitação e favorecimento de empresa no Piauí

Redação PI24h
  • PF e CGU investigam fraude em licitação da merenda escolar em Miguel Alves
  • Justiça bloqueia R$ 1,8 milhão em bens e apreende dinheiro e veículos no Piauí
  • Esquema teria envolvimento de assessor jurídico e empresa reincidente, aponta a PF

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (15) a Operação Terceiro Ato, que investiga o desvio de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no município de Miguel Alves, no Piauí. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 1,8 milhão em bens dos investigados.

O Que Aconteceu

  • Desvio de recursos da merenda escolar: A operação tem como foco o desvio de verbas federais destinadas à compra de alimentos para o fornecimento da merenda escolar em Miguel Alves. As suspeitas envolvem fraude à licitação, superfaturamento e direcionamento do processo para beneficiar uma empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação.

  • Mandados e bloqueio de bens: Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, com ordem da 3ª Vara Federal Criminal do Piauí. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores dos investigados no montante de R$ 1,8 milhão. Durante as buscas, foram apreendidos veículos, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie.

  • Esquema articulado e reincidência: A investigação aponta ligações empresariais entre os envolvidos, indicando ação coordenada para fraudar o processo licitatório. Há indícios de que uma nova empresa foi criada por investigados de outras operações, com o objetivo de driblar restrições e continuar participando de contratos públicos.

  • Agente público entre os alvos: Entre os investigados está um ex-assessor jurídico do município, que teria atuado para facilitar o favorecimento da empresa contratada. A PF e a CGU buscam interromper o esquema, reunir novas provas, e identificar outros envolvidos, sejam servidores públicos ou particulares.

  • Crimes investigados: Os alvos da operação poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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