- Darlan de Oliveira Sousa é indiciado por feminicídio de Alice Borges
- Laudo confirma esganadura e descarta afogamento como causa da morte
- Polícia Civil pede conversão da prisão temporária em preventiva no Piauí
A Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e Grupos Vulneráveis (Deamgv) de Campo Maior, concluiu o inquérito sobre a morte de Alice Borges Barroso, de 19 anos. Ela foi encontrada morta no dia 19 de abril no Rio Surubim. O ex-companheiro, Darlan de Oliveira Sousa, foi indiciado por feminicídio, após laudo apontar que Alice foi morta por esganadura e não por afogamento, como ele havia alegado.
O Que Aconteceu
- Descoberta do corpo e suspeita inicial: No dia 19 de abril, o corpo de Alice Borges Barroso foi encontrado no Rio Surubim, em Campo Maior. Inicialmente, a hipótese era de afogamento acidental, mas a Polícia Civil rapidamente iniciou uma investigação para esclarecer o caso.
- Histórico de violência doméstica: Segundo a delegada Emylle Kaynar, que presidiu o inquérito, Alice mantinha uma relação marcada por agressões físicas e psicológicas com o ex-companheiro, Darlan de Oliveira Sousa. Depoimentos de testemunhas e documentos reforçaram a existência de violência doméstica, que já vinha ocorrendo antes do crime.
- Prisão e andamento do inquérito: Darlan foi preso quatro dias após o crime, sendo apontado como o principal suspeito. A equipe da Deamgv aguardava o resultado do laudo cadavérico, que revelou a verdadeira causa da morte: asfixia mecânica por constrição do pescoço (esganadura), descartando a hipótese de afogamento, conforme alegado pela defesa.
- Indiciamento por feminicídio: Diante das provas reunidas, Darlan foi formalmente indiciado por feminicídio, com agravantes pelo meio cruel utilizado e pelo fato de a vítima ser mãe de duas crianças. A Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão temporária em preventiva, deixando o acusado à disposição da Justiça.
- Declaração da delegada: “A Polícia Civil concluiu o inquérito indiciando o investigado por feminicídio, com a pena majorada pelo meio cruel e pela condição da vítima ser mãe. Agora ele se encontra à disposição da Justiça”, destacou a delegada Emylle Kaynar.