- Adolescente morre com suspeita de raiva humana no Piauí após mordida de sagui
- Sesapi abre investigação e envia amostras ao Instituto Pasteur no Rio de Janeiro
- Jovem de 17 anos foi mordido 40 dias antes dos primeiros sintomas em Oeiras
Um adolescente de 17 anos morreu na 6ª feira (17.abr.2025) no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, com suspeita de raiva humana. A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) confirmou o óbito e abriu investigação epidemiológica. O jovem, morador da zona rural de Oeiras, havia sido mordido por um sagui cerca de 40 dias antes do início dos sintomas.
Suspeita de raiva humana leva Sesapi a abrir investigação no Piauí
O adolescente deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Oeiras no dia 11.abr, com desorientação, vômito em jato e febre persistente. No mesmo dia, por causa da gravidade do quadro, foi transferido ao Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, unidade de referência em doenças infecciosas em Teresina.
A Sesapi informou, em nota, que o jovem havia sido mordido por um sagui na zona rural de Oeiras, onde morava. O intervalo entre a mordida e o aparecimento dos sintomas foi de aproximadamente 40 dias.
A confirmação do diagnóstico de raiva humana ainda não foi feita. Exames preliminares foram coletados pela equipe de saúde, e novas amostras serão encaminhadas ao Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro, para análise.
Exames seguem para o Instituto Pasteur para confirmar diagnóstico
A Sesapi disse que as amostras coletadas em Teresina serão enviadas ao Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro — laboratório de referência nacional para diagnóstico de raiva. A secretaria afirmou que acompanhará o caso e adotará todas as medidas necessárias na investigação epidemiológica.
Sintomas relatados coincidem com quadro clínico da doença
Desorientação, vômito em jato e febre persistente estão entre os sintomas neurológicos clássicos da raiva humana. A doença tem período de incubação variável — em geral de 20 a 90 dias após a mordida — e é considerada fatal quando os sintomas neurológicos se instalam sem tratamento preventivo prévio.
O que vem a seguir na investigação
A Sesapi conduz a investigação epidemiológica do caso. O resultado dos exames do Instituto Pasteur deve orientar as próximas ações de vigilância sanitária, incluindo o rastreamento de possíveis contatos do animal na zona rural de Oeiras.